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ago

Descobrindo o Marrocos!

Postado por: Fernanda Veloso | Categoria: África

Depois do Atlético/MG ter ganhado a Copa Libertadores da América e ter sido convocado para a disputa do mundial de clubes da FIFA no Marrocos, a procura por pacotes para visitar este país cresceu bastante. Muitos amigos estão me ligando e pedindo dicas sobre o Marrocos e é por isso que vou contar pra vocês como foi a minha viagem pra lá.

Marrocos fica logo do outro lado do Mar Mediterrâneo no sul da Espanha, mas esse país do norte da África me fez sentir em outro mundo!

DICAS BÁSICAS E INFORMAÇÕES GERAIS:

Primeira informação importante: brasileiros não precisam de visto para entrar no Marrocos por até 90 dias. Apenas precisam apresentar passaporte com, no mínimo, 3 meses de validade.

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A melhor época para conhecer o Marrocos é de outubro a maio, o que corresponde a primavera e o inverno. Durante o dia é muito quente e as noites são frias.

O País fala 3 línguas sendo: Norte (árabe e espanhol); Sul (árabe e francês). Caso se decida por contratar algum guia turístico, a maioria fala inglês, mas, a população em geral se comunica em francês. Decore algumas frases básicas de sobrevivência em francês que irá fazer muita diferença, coisas como comida que você mais gosta, bom dia, boa noite, por favor, desculpe-me, a conta e números. Mas pra falar a verdade, eu não falo francês e me virei super bem com o meu inglês e espanhol!

Com relação ao passaporte e ao dinheiro, não se esqueçam: os dois andam sempre juntos e jamais se separam inclusive de você, e até durante o banho, rs.

Dinheiro: 1 Euro = 10 Dirham. Nunca pague alguma coisa com euros e tenha sempre Dirham trocado. É muito difícil o marroquino entregar troco de Euros, seja a quantia que for e ainda corre o risco dele ficar bravo. Se você der 20 euros ( equivalente a 200 Dirham) para pagar 10 Dirham ele não devolverá o troco ou exigira em Dirham. Conclusão: tenha sempre euros e dirham!

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Os cartões “Electron” funcionam perfeitamente para sacar dinheiro nos caixas eletrônicos. Mas, cuidado! Nas localizações mais distantes e menos turísticas pode ser difícil encontrar um. Então, não se esqueçam! Tenham sempre dinheiro guardado! Deixem o cartão para pagamento de valores mais elevados.

A gorjeta é um hábito estabelecido e, muitas vezes, os garçons ou o próprio cardápio explica se o serviço está incluído ou não. Nestes casos, a regra dos 10% funciona bem. Convém é andar sempre com dinheiro trocado para pagar pequenas coisas como táxis, guardador do carro, etc., porque parece que lá há sempre uma falta enorme de trocos!

A corrente elétrica no Marrocos é de 220v 50Hz e as tomadas são do tipo C e E, ambas de dois pinos redondos (estilo europeu). Ou seja, viajantes brasileiros poderão ter que levar um adaptador se tiver equipamentos com os pinos achatados.

A Internet já tem um uso bastante generalizado e é fácil encontrar cybercafés. Os hotéis e restaurantes também já perceberam a vantagem e é muito usual oferecerem Wi-Fi gratuita aos seus clientes.

Embora muita gente escute que é perigoso, há muita mulher viajando sozinha pelo Marrocos. A dica é vestir-se sem provocação e se alguém a seguir, diga que é casada e seu marido a espera…rs. Jamais aceite ajuda de alguém que te procurou e busque sempre alguém de confiança, como um policial, ou o Ministério do Turismo em caso de necessidade de informação.

COMO CHEGAR AO MARROCOS:

AVIÃO:

Saindo de Portugal, as opções de vôo direto são com a Ryanair, TAP ou Royal Air Maroc, que voam para Casablanca e Marrakesh.

Saindo de Madri, a Iberia também pode ser uma opção.

Há alternativas mais baratas, que podem a viagem com conexões, utilizando uma das várias companhias que voam para o Marrocos. Deixo algumas sugestões, mas há outras:

Lisboa-Madrid-Marrakech/Casablanca/Tanger com a easyJet
Lisboa-Barcelona-Marrakech/Casablanca com a Vueling
Lisboa-Madrid com a Vueling + Madrid-Marrakech/Tanger/Fés com a Ryanair

Saindo do Brasil, não há vôos diretos para o Marrocos. As melhores soluções deverão passar por Lisboa ou Madrid, com a TAP ou Iberia, e/ou depois seguir um dos itinerários das “lowcosts” sugeridos acima.

Na época da minha viagem, eu estava passando uma temporada na Espanha. Por isso, eu optei por sair de Barcelona e descer em Tanger. Peguei um vôo da Ibéria. No aeroporto mesmo eu aluguei um carro. É uma excelente solução para quem quer visitar o país sem depender de horários. Contudo, conduzir nas principais cidades marroquinas (principalmente, Casablanca, Marrakesh e Fez) pode ser uma aventura!

Diante dessa forma “única” de dirigir dos marroquinos, é importante contratar um seguro contra todos os riscos. Sairá mais caro, mas estará mais protegido.

CARRO:

Viajar de carro é outra forma comum de chegar ao Norte de África. As travessias mais comuns são Algeciras-Ceuta (Ceuta ainda é Espanha) e Tarifa-Tanger. Há várias companhias de ferrys rápidos, com vários horários durante o dia para realizar esses trajetos, que demoram entre 35 minutos a 1 hora.

Os horários e reserva de bilhetes estão disponíveis através dos seus sites: FRS, Acciona Transmeditarranea e Balearia. Também as companhias marroquinas, a Comanav e a Comarit, mas são navios maiores e mais lentos.

Ao chegar à fronteira, evite os guias, pseudo-guias, oportunistas, habilidosos e simpáticos. Ninguém terá alguma coisa de útil para oferecer. O melhor a se fazer é procurar as autoridades oficiais.

DESCOBRINDO O MARROCOS!!

Como contei pra vocês, voei de Barcelona a Tanger. Lá mesmo, no aeroporto aluguei um carro e segui viagem! Fiquei no total, 15 dias desbravando o Marrocos. Espero que gostem do meu roteiro e aproveitem as minhas dicas!!

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Com o mapa é fácil ver como foi o meu roteiro!

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Tanger

Uma dica importantíssima é chegar cedo a Tanger. Isso porque é uma cidade caótica, com homens de túnica, milhares de motos, carros, ônibus e mulas competindo entre si. Dezenas de marroquinos irão pegar no seu braço pra tentar conseguir de 10 a 20 Dirham por uma informação que vai te deixar ainda mais perdido. Mas se você chegar cedo, poderá se programar melhor. Mas sinceramente, não é o ideal de cidade que nós turistas queremos conhecer quando se vai visitar um lugar tão diferente. Tanto que logo que cheguei no centro da cidade, visitei a Medina (bairro da cidade antiga) e Kasbah (antiga fortaleza) e, logo depois segui de carro para Chefchauen.

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Chefchauen

Fica a 120 km de Tanger em direção as montanhas do Rif. É uma linda cidade no alto das montanhas que invade a paisagem verde do norte do Marrocos. Na cidade, todas as casas e estabelecimentos são pintados em tons de azul e branco. Atualmente, é conhecida como “Cidade Azul”. Diferentemente de Tanger, em Chefchauen dá pra sentir o “clima” de Marrocos.

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As ruas são bem estreitas e a Medina é bem bonita. Chefchauen é também conhecida pela sua cerâmica e pelos seus bordados e roupas coloridas, que deram origem à Djilaba o vestuário largo e longo usado pelos homens e mulheres do norte de África. Vale muito a pena conhecer!!! A cidade é Linda!!!

Mais fotos!

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Uma dica de hotel é o Hotel Parador e para comer vá ao Restaurante Aladim.

Rabat

Para quem não sabe, Rabat é capital do Marrocos. Fica a 245 km de Chefchauen. É uma cidade bem organizada, com  ruas limpas e bem arborizada. Bem diferente da caótica Tanger e Casablanca. Rabat é a residência oficial do Rei Mohammed VI e é também o centro político do país e sede das embaixadas. Infelizmente a região do palácio do rei é fechada para visitações. Um dos lugares mais visitados pelos turistas é a Torre de Hassam, com “apenas” 44 metros. Em seu entorno, há ainda 200 colunas em estilo romano e o mausoléu real, construído na década de 70, e onde estão enterrados o rei Mohammed V (1909-1961) e seus dois filhos.

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Dicas de Hoteís em Rabat: Hilton Rabat; Helnan Chellah Hotel; La Tour Hassan; Belere e Ibis Moussafir.

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Casablanca

Casablanca é o centro financeiro e industrial do Marrocos. Fica a 94km de Rabat. Na cidade está localizado o maior porto do norte da África e seus quase 4 milhões de habitantes representam 10% da população marroquina. A principal atração turística é visitar a gigantesca mesquita de Hassan II, a segunda maior do mundo, concluída em 1993, que pode receber até 25 mil fiéis (os não-muçulmanos também podem entrar para visitá-la).

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Recentemente, Casablanca tem oferecido ao turista uma excelente infraestrutura hoteleira, sobretudo porque os marroquinos estão investindo em seu litoral. No “Le Corniche”, um simpático calçadão à beira do Atlântico, há clubes e bares em praias exclusivas, onde se paga (e caro) para passar o dia. Em Casablanca, pode se encontrar o contraste a pobreza e o luxo, já que convivem juntas, lojinhas baratas de artigos típicos e grifes como Dior, Fendi, Gucci e Cartier.

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Próximo destino…..

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Marrakesh

Seguindo estrada, descendo para o sul, a 221km de Casablanca está a famosa Marrakesh. É considerada a cidade mais badalada do país. Barraquinhas de comida misturam-se com encantadores de serpente, músicos, acrobatas e contadores de histórias. Mas atenção! Prepare um trocado: se você se aproxima apenas para observar ou se quiser tirar fotos, certamente eles vão te pedir uma gorjeta. Independentemente do roteiro que quiser fazer, não deixe de ver o por do sol nos terraços dos restaurante em volta da praça da praça mais famosa de lá: a “Djemaa el-Fna”, onde, dizem, tudo acontece. Atenção para uma dica importante: se quiser comer na praça, fique atento como servem a comida. Geralmente eles pegam com as mãos e também recebem dinheiro com as mesmas mãos. Então…cuidado!

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Durante o dia, é a hora ideal para visitar museus, Ben Youssef, os Jardins de Marrakesh, palácios e mesquitas. Marrakesh possui os resorts mais luxuosos, os spas mais bacanas, as lojas mais transadas e os “souqs” (mercados) mais atraentes do país. Na hora de barganhar, não esqueça a dica: em geral, o preço do vendedor é o dobro de seu valor real.

É na famosa praça Djemaa El-Fna que se espalha o grande mercado central, o souk. A primeira visão impressiona e até dá um pouco de medo… são milhares de homens em roupas típicas e mulheres de véu da cabeça aos pés; músicos com macacos, encantadores de cobras, vendedores de tâmaras, azeitonas, doces típicos, carros e charretes que vão de um lado para outro. Embora assuste um pouco, o povo é muito cordial e assaltos são incomuns.

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souk se perde por um emaranhado de ruelas onde se vende de tudo. O cheiro de especiarias domina o ar e as lojas oferecem de frutas secas a víveres, passando por tapetes, cristais, cerâmica fina e joias. Em algumas partes do mercado pode-se ver os artesãos trabalhando com metalurgia ou pintura.

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Há ainda uma elegante área nova, fora da Medina, o bairro de Guéliz. Ali se concentram os hotéis de luxo, novos edifícios comerciais, bares e restaurantes da moda, onde se destaca a culinária contemporânea, sobretudo de influência francesa. Marrakech atrai também o turismo cinco estrelas com enormes resorts e campos de golfe.

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Entrei no clima e fiz uma tatuagem de henna…rs

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Muito “ouro”…

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Depois de Marrakesh, segui para Ouarzazate (200km) porque foi de lá que segui para a minha inesquecível noite no Deserto do Saara.

Ouarzazate

É a região do Marrocos mais usada como cenário por de cinema. Além das paisagens, outro grande atrativo da área é a qualidade da luz, com um sol brilhante pelos menos durante 300 dias por ano. É a porta de entrada para o Deserto do Saara. A estrada até a chegada em Ouarzazate é linda, já que está no meio de gigantes montanhas de areia. Com certeza é uma cidade que vale muito a pena conhecer.

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Um dos grandes atrativos turísticos da cidade e da região envolvente são os inúmeros “kasbáhs” construídos em taipa, as montanhas e as aldeias de barro vermelho ou ocre. Muitos dos “kasbahs” foram transformados em hotéis e o “Ait Benhaddou” foi classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Mais fotos de paisagens incríveis!

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Quase chegando no Saara… Cuidado! camelos na pista…

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Deserto do Saara

A viagem para o Deserto do Saara foi uma das coisas mais incríveis que já fiz em toda minha vida! Para os que querem conhecer um pouco mais o deserto e os moradores locais o ideal é acampar por lá. Localizado no continente africano, o Saara é o maior e mais famoso deserto do mundo, com uma sua extensão territorial de aproximadamente 9 milhões de quilômetros quadrados, sendo maior que a área do Brasil. Está presente em mais de dez países: Argélia, Chade, Egito, Líbia, Mali, Marrocos, Mauritânia, Níger, Tunísia e Sudão.

 

Foi  na cidade de Oazazate que procurei saber tudo sobre a viagem, além de comprar o pacote para passar uma noite por lá. Por ser o maior deserto do mundo, repleto de riquezas e atrações, o Saara é um dos destinos turísticos mais procurados pelos viajantes. É possível entrar no deserto a pé, em camelos ou veículos 4×4. Eu claro escolhi ir de camelo e foi por isso que a minha viagem foi inesquecível! Funciona assim: Em Oazazate, em um hotel  na “beira” do deserto, deixei o carro e preparei uma mochila com pouca coisa, apenas para passar a noite no deserto. No meu caso, éramos um grupo de 12 pessoas, cada um com o seu próprio camelo…rs. A viagem até o pequeno oásis instalado em meio as dunas dura aproximadamente 2 horas.

À noite, ao jantar, servem-se as iguarias marroquinas como a tajine, por exemplo. No meu  acampamento teve música ao vivo e dança de marroquinos. Foi uma oportunidade de conviver e saber mais sobre o povo do deserto. O povo berbere, nómadas, vão surgindo em cada paragem e acompanham a experiência.

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Minha tenda…

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Apesar do calor durante o dia, a noite faz muito frio! Não esqueçam de levar casaco.

No dia seguinte fui acordada antes do nascer do sol. Logo subi para a duna mais alta e, ao fundo, o sol começou a surgir, dourando inesquecivelmente o cenário.

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Lá em cima recebi a ilustre visita deste morador das montanhas…

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Depois do café da manhã, partimos de volta ao hotel em Oazazate.

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Fes

Está localizada no norte do Marrocos e é a mais antiga das quatro cidades imperiais do Marrocos. Embora tenha uma parte moderna, chamada “Ville Nouvelle”, são nas Medinas, (como são chamados em árabe os antigos centros comerciais e residenciais emuralhados), que se concentram suas maiores atrações.  A principal é a Fez El-Bali, Patrimônio da Humanidade pela Unesco desde 1981. Em meios as ruelas há os “souqs” (os mercados) dedicados para cada atividade: roupas, cerâmicas, tapeçarias, artesanato, alimentação.

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Outro ponto turístico da cidade são os curtumes. Lojas e moradores chamam o visitante para subir nos terraços e acompanhar o trabalho dos funcionários tingindo o couro. Mas prepare-se: o cheiro é horrível. Vocês vão se lembrar do famoso cenário da novela “O Clone”. Também em El-Bali está a Mesquita de Karaouine, fundada no ano de 859, e também a universidade de mesmo nome, que reivindica o título de a mais antiga do mundo. Infelizmente, o interior fica vetado aos não-muçulmanos. Na parte nova de Fez, restaurantes, cafés e bares ficam lotados no verão, mas seu público é predominantemente masculino. Por seguir os costumes islâmicos, que proíbe bebida alcoólica, os homens tomam chá, café, água e refrigerante enquanto papeiam fumando narguilé num calor de 40 graus.

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Depois de Fez voltei para Tanger para pegar o voô de volta para Barcelona.

Espero que vocês tenham gostado do meu roteiro e das minhas dicas.

Com certeza essa viagem é uma experiência única e inesquecível!

E você, ficou com vontade de conhecer o Marrocos? Deixe seu comentário!

Beijos,

Comentários:

  • 11 de dezembro de 2014

    omar disse:

    “Grande artigo e óptimo blog! Deixe aproveitar este seu espaço de comentários para apresentar Viagens em Marrocos.
    Somos uma equipa de especialistas em turismo por todo Marrocos. Planeamos viagens de sonho em Marrocos, passando por deserto, cidades, montanhas e oásis de uma beleza incrível.
    O nosso site é http://www.viagens-em-marrocos.com, e aí pode ver mais detalhes e ideias.
    Se estás a pensar em Marrocos, vem experimentar um dos nossos veículos 4×4 e conhecer os segredos mais escondidos.
    Obrigado.
    Omar”

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