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jun

MUSEU JUDAICO DE BERLIM (JÜDISCHES MUSEUM BERLIN)

Postado por: Fernanda Veloso | Categoria: Alemanha - Berlim

Quero contar pra vocês um pouco da minha experiência nesta visita incrível ao Museu Judaico de Berlim. Quando fui a Berlim, este era o lugar que eu fazia questão de conhecer, até porque quem me conhece, sabe da minha curiosidade sobre os acontecimentos da 2ª Guerra Mundial e o Holocausto. Ainda vou postar muitas coisas sobre este tema.

Sei que visitar museu não é a prioridade de várias pessoas. Mas este, é sem dúvidas um museu diferente de todos aqueles que já visitamos. O arquiteto Daniel Libeskind, responsável pelo novo museu recriou uma atmosfera única ao contar o passado dos judeus e acredito que a sua intenção foi proporcionar uma pequena amostra do que os judeus sentiam quando eram capturados e levados aos campos de concentração.

A minha fonte de inspiração para escrever este post foi o blog da Isabel, que sabe tudo de Berlim!

Fonte: http://simplesmenteberlim.com/judisches-museum-berlin-museu-judaico-de-berlim/

INFORMAÇÕES IMPORTANTES:

Horário de funcionamento: de 10 às 20hs de terça a domingo e das 10:00 às 22:00hs nas segundas-feiras.

O museu fica fechado no dia 24 de dezembro e nos feriados judaicos Yom Kippur e Rosh Hashaná. Crianças até 6 anos não pagam e no primeiro sábado de cada mês a entrada é grátis para as pessoas com menos de 18 anos. Os áudio-guides têm custo extra.

UM POUCO DA HISTÓRIA

O Museu Judaico de Berlim (Jüdisches Museum Berlin) conta a história dos judeus alemães ao longo de dois milênios. Este museu foi fundado em 1933 e foi encerrado em 1938 pelo Regime Nazista.

Em 2001, o novo museu abriu as suas portas, com um design totalmente diferente, desenhado pelo arquiteto Daniel Libeskind. Ele é filho de judeus sobreviventes das perseguições nazistas e do holocausto. Toda essa história serviu de inspiração para Daniel desenhar o prédio.

Desde a sua abertura em 2001, o Museu Judaico de Berlim tornou-se uma das principais atrações da cidade e é um dos museus mais visitados de Berlim. Ele é também o maior museu judaico da Europa e sua exposição permanente mostra aos visitantes dois milênios de história judaico-alemã.

O impressionante prédio do arquiteto Daniel Libeskind é uma obra de arte da arquitetura moderna que por si só já é uma atração. É um prédio cheio de simbolismos que conecta sua arquitetura com o tema do museu – seu desenho, suas formas, suas estruturas em si recriam atmosferas e contam histórias.

ENTENDA O MUSEU

O Museu Judaico de Berlim consiste de dois prédios: uma construção antiga em estilo barroco, onde se encontra a entrada, e uma construção de arquitetura moderna, onde se encontram as exposições permanentes. Uma passagem subterrânea leva o visitante da entrada, no prédio antigo, ao prédio novo, uma vez que o prédio novo não possui nenhuma entrada oficial.

Vista panorâmica

Vista panorâmica

Internamente existem cinco corredores lineares que se estendem verticalmente do subsolo até o andar mais alto. Estes corredores são chamados de “Void“  e são espaços vazios com paredes nuas de concreto. Os “Voids” foram assim construídos com a intenção de fazer lembrar o vazio deixado pela destruição da vida dos judeus na Europa.

Em um destes corredores  encontra-se o trabalho do artista israelense Menashe Kadishman, chamado de “Shalechet” ou  “Folhas Caídas”: o chão é coberto por 10 mil rostos feitos de ferro, todos diferentes e faz um barulho quando pisamos sobre eles. Este é o único “Void“ acessível, mas os outros são visíveis de determinados pontos nos andares superiores. Este mar de rostos de ferro enferrujados lembra um pesadelo, fornecendo a última das sensações do museu: dor.

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Após descer a escadaria que liga as construções e entrar no prédio novo teremos a nossa frente três eixos que se cruzam. Estes eixos simbolizam três realidades na história dos judeus na Alemanha. Ao percorrer os corredores, sente-se uma ligeira dificuldade no caminhar. O piso é levemente inclinado, o que traz uma sensação desconfortável. As paredes formam ângulos diferentes entre si, causando desorientação. As aberturas estreitas produzem flashes da luz do dia, criando um clima de maior suspense.

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– O “Eixo do Exílio”: leva até a parte externa onde se encontra o “Jardim do Exílio”. O caminho que leva até lá tem paredes levemente inclinadas, o chão é irregular e se torna íngreme, assim como o caminho vai se tornando cada ver mais estreito até chegar numa porta pesada que leva ao jardim. O Jardim do Exílio é composto por 49 blocos de concreto, com plantas no topo, alinhados em um canteiro quadrado. Toda a  área tem uma inclinação de 12 graus para causar a sensação de instabilidade, de desorientação, simbolizando o sentimento dos judeus aos serem expulsos da Alemanha. As plantas que crescem no topo dos blocos simbolizam esperança.

Jardim do Exílio

Jardim do Exílio

– O “Eixo do Holocausto” é um caminho que vai se tornando cada ver mais estreito e escuro e leva até a “Torre do Holocausto”, uma sala de concreto com 20 metros de altura, fria e fechada que tem somente uma pequena abertura no teto por onde entra um único feixe de luz. Ao longo do “Eixo do Exílio” e do “Eixo do Holocausto”  há vitrines com fotos e objetos que contam histórias de pessoas que emigraram e de outras que foram mandadas para um campo de concentração. Um silêncio ensurdecedor toma conta do lugar, um sussurro cria um eco fortíssimo. Realmente não há nada a dizer. Tento descrever da maneira mais detalhada e profunda possível, mas nem fotos, nem textos conseguiriam captar a atmosfera daquele espaço e daquele silêncio.

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Torre do Holocausto

– O “Eixo da Continuidade”, o mais longo dos eixos, tem uma escadaria alta com vigas de concreto se cruzando e que leva à exposição nos andares superiores. Este eixo simboliza a continuação da história, o caminho da conexão que superou os outros eixos.

Eixo da Continuidade

Eixo da Continuidade

Numa área de 3 mil metros quadrados, a exposição permanente mostra a vida dos judeus na Alemanha, da Idade Médias aos dias de hoje. Tudo é contado com documentos, cartas, fotos, imagens,  vídeos, elementos interativos e objetos do cotidiano como móveis, louças e peças do vestuário.

Certamente depois desta visita, você vai sentir  inúmeras sensações! Apesar de Berlim ser uma cidade maravilhosa, nenhuma visita vai trazer tanta emoção quanto esta. Sem dúvidas é um lugar imperdível!

Saiba tudo sobre Berlim clicando aqui.

Leia também: 7 PROGRAMAS IMPERDÍVEIS EM BERLIM!

Beijos,

Fê.

 

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5 de junho de 2014

Tudo sobre Berlim!

Comentários:

  • 11 de dezembro de 2014

    omar disse:

    “Grande artigo e óptimo blog! Deixe aproveitar este seu espaço de comentários para apresentar Viagens em Marrocos.
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